Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Canoinhas

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          O amor, segundo os planos de Deus, não é uma virtude, ou, uma real possibilidade humana. Na verdade, não há possibilidades de descrever o perfeito amor de Deus com palavras humanas. No entanto, é possível ser conquistado por este amor, plenamente, por meio de Cristo Jesus, através da palavra da cruz.

Seguindo o modelo de Cristo, também na vida a dois, fica evidente que a felicidade está em fazer a amada, o amado feliz. Quem deseja benção, deve ser primeiramente, benção na vida do amado, da amada! Por natureza, nossos relacionamentos com outros são determinados por simpatia e antipatia, que se alternam rapidamente. Em pouco tempo não queremos ter mais nada a ver com algumas pessoas. Rapidamente nossa paciência se esgota. O genuíno amor, porém, “é longânime”. Também poderíamos traduzir: Não perde o fôlego. Ele “é benigno”, não vive a partir do outro, mas se doa a partir da própria riqueza. O amor não deve ser apenas exigente, que se incendeia nas qualidades amáveis do outro, mas deve ser ‘jorrante’, que abraça o outro, também, com todas as suas dificuldades e incompatibilidades. 

“O amor não é ciumento, o amor não se ufana, não se ensoberbece”. O amor não se comporta mal. “Não é impertinente”. Ele confere até mesmo à pessoa mais simples uma admirável sensibilidade, tão benéfica para toda a convivência e tão necessária para todo empenho para ganhar os outros. “Ele não procura o que é seu”, “Não se deixa irritar” e se agita profundamente. Não consegue ver sem profunda consternação a miséria e os descaminhos dos humanos, pois se tivermos amor, essa maléfica agitação entre nós desaparece instantaneamente. O amor não cogita em praticar o mal.

Quanto secreto cogitar do mal existe em nosso maldoso coração! Como é necessária a boa notícia de que o amor liberta disso! “Não leva em conta o mal”. O amor é capaz disso, ou seja, ele é capaz de ver e sentir o mal que é cometido contra ele, mas então simplesmente não contabilizá-lo, tratando-o como não acontecido. O amor nos liga com os outros, fazendo com que partilhemos cordialmente a vida deles. Porém o amor não se alegra com a injustiça entre eles. Pelo contrário, “alegra-se com a verdade”, com tudo o que é verdadeiro e por consequência, ativa o bom na vida. Portanto, o amor não é cego. Não tem nada a ver com a atitude covarde de enfeitar e encobrir, que muitas vezes consideramos como amor cristão. Pelo fato de se importar, verdadeiramente, com o outro, ele também visa ajudá-lo de verdade e se encontra numa sólida aliança com a verdade. Em vista disso, o amor de Deus em Jesus desvelou radicalmente a verdade das pessoas, isto é, até os desejos mais ocultos do coração, a fim de realmente poder trazer ao ser humano a ajuda redentora. A palavra da cruz é uma verdade tão penetrante quanto o amor. Por essa razão vale também para o amor cristão na igreja: “Ele se alegra com a verdade”.

O Apóstolo Paulo finaliza essa descrição do amor, que em muitos aspectos nos parecia quase simples demais, com uma frase magnífica. Nessa frase, Ele usa sua linguagem radical por meio da palavra TUDO, da qual ele tanto gostava. Quatro vezes ela foi anteposta enfaticamente: “Tudo ele sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Agora o amor se torna grandioso, completamente diferente dos meros modos gentis, amáveis e benignos que com frequência já chamamos de amor e confundimos com o amor. O amor não pode ser detectado com segurança nas grandiosas obras, por exemplo: na distribuição de todos os bens. Ele se torna visível no “suportar” guardar consigo cobrir com silêncio. Nesse caso fica ainda mais clara a diferença com o “tudo ele suporta”. E se considerarmos a dificuldade que temos para guardar silêncio, a rapidez com que falamos justamente dos problemas, pecados e culpas dos outros, então se torna um fato grandioso que o amor cobre tudo com silêncio. No entanto, também, aguentar seria algo diferente do que suportar. Suportar é permanecer por baixo dos fardos que são impostos ao amor ou de que ele próprio se incumbe. Essa é uma atitude silenciosa, passiva, porém muito necessária. Paulo a coloca de forma completamente irrestrita. O amor não suporta muitas coisas para depois negar-se a carregar os grandes fardos durante longo tempo; ele suporta tudo irrestritamente. Aguentar é algo bem mais ativo. O amor avalia os custos, vê claramente as lutas, avalia os ataques e as tribulações, porém, depois fala com plena disposição: de tudo isso eu me encarrego, “tudo isso eu aguento”. Novamente ele não tem restrições nem seleção alguma. Como a cruz de Jesus brotou imperiosamente de seu amor por esse mundo de pecado, assim também entre nós neste mundo e época, o amor não pode separado da obra do Filho.

O amor pode acontecer aqui e agora somente porque Cristo nos amou primeiro. Neste mundo, o amor sempre tem a forma da cruz. A fé e a esperança são importantes para o entendimento do versículo 13, onde junto com o amor, também a fé e a esperança, são designadas de permanentes. “Tudo o amor crê.” Crer é contar com as promessas de Deus, os feitos de Deus, o coração de Deus. E de igual maneira o amor crê, mostrando ao outro até nos casos mais desesperados a ajuda ilimitada exterior e interior de Deus. O apóstolo Paulo disse que “quem ama, nunca desiste”. Portanto, noivas e noivos revistam-se do amor de Deus e seja um Deus de amor em vossas vidas.  Teol. Roberto Carlos de Moraes.

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