Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Canoinhas

134676209865Deus sabe pelo que você está passando e quer falar ao vosso coração no dia hoje. Ele quer trazer alegria, reanimação, esperança, amor e consolo para sua vida. Para que assim, você possa achar o Caminho que leva a plena felicidade, a saber, Jesus Cristo (Jo 14.6). Porém, é necessária a seguinte reflexão: qual é a causa de tanta dor e sofrimento? Porque as pessoas andam tão cansadas e insatisfeitas? Porque da exaustão, da desilusão e do enfado? Será que em meio ao que foi há esperança? Há sim! Na medida em que você avaliar sua vida do mesmo modo que Salomão o fez, verá quão importante é servir e obedecer a Deus. Salomão, infelizmente, fez isso em sua velhice, desperdiçando assim, a maior parte de sua vida. E você?

Vivemos num momento conturbado, onde as pessoas estão esquecendo o próximo e se fechando em si mesmas, no egocentrismo, na exploração desvirtuada do corpo e do que compreendem por estética. Na atualidade, a tecnologia e as inúmeras oportunidades de entretenimentos contribuem para que o homem viva completamente alienado. O mundo globalizado em que vivemos possui influência negativa, em quase todos os aspectos. O pior é que todo mundo sabe que passamos por um momento de extremo vazio e de profundas mudanças em direção do nada e estamos tão cegados pelo hedonismo que não percebemos. Exemplo disto é a influência generalizada que a mídia possui em nossas vidas. Que leva nossa sociedade a perder sua identidade e seus valores a ponto do ser humano desvalorizar seu corpo e ferir sensivelmente os sentimentos das pessoas. O que será que está por de traz de tanta alienação?

Sabemos que as trevas podem fazer parte de nossas vidas e que elas estão camufladas em nossos desejos, em nossas ilusões e em nossas paixões. Isso ocorre quando direcionamos nossos olhos e depositamos nossas expectativas, apenas, no momento em que vivemos, sem levar em conta a existência de Deus. Isto é: quando centralizamos o sentido da vida no dinheiro, nos prazeres exacerbados, na fama, no sucesso e no poder, acabamos em um vazio tão profundo que não ouvimos mais a voz de Deus. Esse vazio é tão grande que é difícil de achar-se nele. O VAZIO é uma característica de nossos tempos. Sentir-se vazio, sem sentido na vida, sem saber direito porque e para quem estamos vivendo, porque estamos trabalhando, sem saber o porquê das ações realizadas ou por realizar. É difícil descrever tal vazio, pois o vazio é vazio mesmo. É a falta de algo muito necessário, indispensável, é uma sensação indefinida de desalento, de desesperança e de desfalecimento. Pode parecer estranho que o vazio seja um problema tão significativo em nossos tempos de luta, conflito, e agitação. Mas, na verdade, não é estranho não. O grande movimento de nossa época é a procura de algo errado, em lugares errados. É a procura daquilo que nos falta, ou então, é a luta para encobrir o vazio, ou ainda, pode ser a tentativa de preenchê-lo de algo mais vazio ainda. Se não voltarmos nossos olhos para o Altíssimo, dificilmente sairemos desse vazio, pois somos filhos de nosso tempo e o vazio agarra a todos. Pior do que o vazio, talvez seja carregar esse vazio de nada, pois o homem é um ser que se angustia, por causa do nada.

O NADA é a ausência de sentido, de significado. É a plena ausência de DEUS! O tédio pode ser percebido tanto em cenas isoladas, como quando na infância, numa determinada tarde, bate um tédio porque queríamos fazer algo diferente, ou como o tédio de quem espera na fila de um banco. É verdade, em todos estes casos, esta presença é na verdade, àquela ausência supracitada. Contudo, ainda são atribuídas as circunstâncias, chega o momento em que o verdadeiro tédio se revela. Não se trata de estar entediada nesta darde, ou nesta fila, mas é o tédio existencial. Ele acontece porque não é uma ausência de hoje à tarde, tão pouco uma ausência de agora nesta fila, mas a ausência é a falta daquele que dá sentido a vida. Sem Deus a vida não é nada! O se humano descobre o nada que o antecede, sucede e preenche. O nada é a incapacidade de domínio próprio, é aquilo que não pode ser conhecido, pois sem Deus não existe nada. O próprio ser humano se percebe então um nada. O que é que ele sabe de si. O que é melhor para o ser humano fazer no seu pouco tempo de vida? Sem Deus tudo o que ele faz o lança outra vez no tédio: a comida enjoa, a música cansa; no muito ler há enfado: os livros não se cansam de ser escritos.

O livro de Eclesiastes testemunha mui eloquentemente tal sensação. Salomão descreveu sua própria experiência, ou seja, a experiência de um homem que ao final da vida avaliou o que fizera sentido, ou seja, aquilo que fosse proveitoso ao homem. Ele buscou tanto a sabedoria quanto no prazer e o que ele descobriu foi: nada! Ou melhor: o nada. Ele descobriu que sem Deus tudo na vida é apenas vaidade, ou seja: sopro, suspiro, vazio, vacuidade, irrealidade, ilusão […]. Sem Deus, o mundo é uma repetição de coisa que nos causa nostalgia, tudo que foi será de novo. E o homem, em meio a isto, é apenas parte disto, com a diferença que nele existe consciência, ou seja: o sentido do tempo e ao mesmo tempo o tempo desperdiçado sem sentido (Ec 3.11). Ao final da vida Salomão descobriu que a verdadeira sabedoria é encontrada em Deus, e a verdadeira felicidade vem da atitude de agradá-Lo. Caro leitor não busque significado para sua vida, busque sim a Deus, pois é Ele quem dá significado para a vida. Se não tivermos Deus como fundamento, tudo o que estiver vivendo será sem sentido. Será vazio! Será nada mesmo. Teol. Roberto Carlos de Moraes.

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